O Grupo

O grupo foi fundado em 2004 e vem, desde então, desenvolvendo estudos e pesquisas na interface entre filosofia e educação, com destaque para os seguintes temas:

1. A filosofia política e social. Aqui, a ênfase é nos conceitos e teorias centrais à filosofia política e social, especialmente o liberalismo, o republicanismo, o comunitarismo, a Teoria Crítica e o Marxismo. Conceitos incluem cidadania, democracia, igualdade, justiça, liberdade, identidade, espaço público, sociedade civil, Estado. Objetos de pesquisa incluíram políticas públicas para a educação, projetos de educação para a cidadania, projetos político-pedagógicos das escolas, educação ambiental, a formação política via internet, educação para os direitos humanos, o papel da educação na constituição do espaço público, questões de identidade cultural e étnica, o discurso pedagógico e a modernidade, a educação intercultural, a democracia discursiva, além de estudos sobre autores específicos, tais como Hans-Georg Gadamer, Jürgen Habermas, Axel Honneth, John Rawls, Charles Taylor, István Mészáros, entre outros.

2. Filosofia da mente e as ciências cognitivas. Aqui o foco é nas teorias da mente desenvolvidas nas últimas décadas, que incluem conceitos tais como mente embutida, mente enativa, mente corporificada e mente estendida e suas implicações para entender processos cognitivos e processos de aprendizagem.  Também há uma forte interesse em teorias de racionalidade, especialmente aquelas que enfatizam a socialidade da razão e a corporalidade da razão. Tópicos incluem: a estética do entendimento e aprendizagem; a filosofia da cognição de Andy Clark; A filosofia da mente de John Dewey; a Fenomenologia de Merleau-Ponty; a racionalidade comunicativa de Jürgen Habermas; a hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer; a teoria de cognição de Immanuel Kant; a Fenomenologia do Geist de Hegel; além das teorias de outros filósofos, tais como John McDowell, Robert Brandom, Mark Johnson, Alva Noë, John Searle, Mark Rowlands, Shaun Gallagher, Ludwig Wittgenstein, Hubert Dreyfus, Evan Thompson, entre outros.

3. Tecnologias educacionais. O enfoque nesse tema se divide em duas preocupações. A primeira é a economia política da produção e disseminação de tecnologias educacionais e como esses processos estão embutidos no sistema do capital e sua acumulação e expansão. A segunda foca nas teorias de cognição pressupostas nos discursos e teorias sobre tecnologias educacionais e como elas favorecem uma concepção computacional da mente humana, especialmente nos seus desdobramentos em machine learning adaptada à educação, bem como as críticas a esses desenvolvimentos que se fundamentam nas teorias e filósofos destacados no tema (2) acima.

Além desses temas, alnos de pós-graduação e colegas estão convidados a desenvolver estudos e pesquisa sobre qualquer tópico na filosofia da educação, especialmente – mas não exclusivamente –  aqueles voltados a investigar alguma dimensão ou algum aspecto da formação humana.